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Critério de Ross-Heidecke — Depreciação por idade e estado
Cálculos e Índices Em vigor Conferência em dia
Método consagrado de depreciação física de benfeitorias, combinando DUAS variáveis: a idade aparente sobre a vida útil (parcela de Ross, média entre depreciação linear e parabólica) e o ESTADO DE CONSERVAÇÃO em cinco graus de Heidecke (de "novo" a "sem valor", com estados intermediários e percentuais tabelados). O coeficiente resultante incide sobre o valor de reedição da benfeitoria, nunca sobre o terreno — que não deprecia. É método público, de literatura, e por isso pode ser descrito e aplicado no laudo; o que exige a norma técnica é declarar o critério, a vida útil adotada e o grau atribuído, com a justificativa da vistoria.
- Fonte
- Critério de Ross-Heidecke (literatura de engenharia de avaliações; aplicação prevista na NBR 14653-2)
- Texto oficial
- www.abntcatalogo.com.br
- Conferido em
- 14/08/2026
O que diz
Critério consagrado de depreciação física de benfeitorias, que combina duas variáveis que os métodos isolados tratam separadamente:
- Ross — a idade sobre a vida útil, pela média entre a depreciação linear e a parabólica:
(1/2) × [ i/n + (i/n)² ], onde i é a idade e n a vida útil de referência; - Heidecke — o estado de conservação, em graus tabelados (de "novo" a "sem valor", passando por "entre novo e regular", "regular", "reparos simples", "reparos importantes"), cada grau com um percentual de perda.
O coeficiente final combina os dois e incide sobre o valor de reedição da benfeitoria.
Na prática da perícia
Três regras que o laudo tem de respeitar:
1. o terreno não deprecia. A depreciação incide sobre a benfeitoria (o custo de reedição), nunca sobre o valor do terreno. Aplicar o coeficiente ao total é o erro mais caro e o mais comum;
2. o grau de conservação vem da vistoria, descrito: fissuras, infiltrações, esquadrias, instalações, cobertura. Atribuir "regular" sem descrever o que se viu torna o número inauditável;
3. a vida útil de referência tem de ser declarada (padrão construtivo e tipologia), porque ela é o denominador de tudo.
É método público, de literatura — pode ser descrito e aplicado no laudo. O que a norma técnica exige é declarar o critério, a vida útil e o grau, com justificativa; não há aqui reprodução de norma protegida.
Exemplo
Galpão com 18 anos, vida útil de referência 60 anos, estado de conservação "reparos simples". Valor de reedição da benfeitoria: R$ 1.200.000,00; terreno: R$ 800.000,00.
| passo | conta |
|---|---|
| Ross | ½ × [18/60 + (18/60)²] = ½ × [0,300 + 0,090] = 19,5% |
| Heidecke ("reparos simples") | acréscimo tabelado de 2,52% |
| coeficiente combinado | ≈ 21,5% |
| depreciação | 21,5% × R$ 1.200.000 = R$ 258.240,00 |
| valor depreciado da benfeitoria | R$ 941.760,00 |
| valor total do imóvel | 941.760 + 800.000 (terreno, sem depreciar) = R$ 1.741.760,00 |
Se o coeficiente tivesse sido aplicado ao total (R$ 2.000.000,00), o laudo erraria R$ 172.000,00 para menos.
Erros que derrubam laudo
- Depreciar o terreno junto com a benfeitoria.
- Atribuir grau de conservação sem descrever a vistoria que o sustenta.
- Não declarar a vida útil de referência adotada.
- Usar Ross-Heidecke em bem para o qual há mercado ativo e dados comparativos: o método do custo é subsidiário do comparativo.
Conecta com
Os verbetes de avaliação de imóveis, o de desapropriação e o de vistoria e patologia — e a NBR 14653-2, que prevê a aplicação do critério (a norma é citada, não reproduzida: é obra protegida e vendida por exemplar).
Este verbete é um resumo curado, não o texto oficial. Ele existe para ser usado dentro de um laudo: no PeritOffice, os 492 verbetes desta base ancoram o que a IA escreve — ela cita o dispositivo que está aqui, e não o que inventaria sozinha.
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