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Revisão de Laudo

Você revisa o laudo que escreveu — e é por isso que não vê

Quem escreveu o parágrafo sabe o que quis dizer, e por isso lê o que quis dizer. A frase que extrapola a função pericial passa despercebida por quem a escreveu e salta aos olhos do assistente da outra parte — que a lê procurando exatamente isso.

O laudo fica no app, não vira download

A revisão é um documento: ela abre na tela, com o histórico ao lado, e exporta em PDF ou Word quando você quiser levar aos autos. Reabrir uma revisão já feita não custa nada — a análise não se refaz para ser relida.

Cabeçalho da tela de laudo revisado com o nome do arquivo, o número dos autos, a contagem de parágrafos, os apontamentos, as premissas não conferidas, a data da revisão e a informação de que foi reaproveitada duas vezes sem custo de IA.
"Reaproveitada 2× sem custo de IA" é literal: reler não paga de novo.

Os pontos de atenção vêm primeiro

Antes do texto, a lista do que precisa de decisão sua — numerada, em ordem de leitura.

Lista de pontos de atenção de uma revisão: duas afirmações que dependem de documentos não recebidos, a confirmação de se a decisão saneadora determina a substituição da taxa, a origem documental de um valor de saldo devedor, a retirada de uma expressão de juízo de valor e a ausência de seções com numeração saltada.
Cinco apontamentos em dez parágrafos — e cada um leva ao trecho onde está.

E o apontamento vem colado no parágrafo

O laudo é remontado na tela com os trechos marcados e o motivo escrito embaixo — com o dispositivo, quando há.

Parágrafo do laudo destacado em âmbar sobre recálculo do contrato, com o apontamento explicando que a expressão "em favor da autora" constitui juízo de valor sobre o resultado da causa e extrapola a função pericial, citando o art. 473, § 2º do CPC.
Não é "revise este trecho": é o que está errado e por quê, com o artigo.

Premissa não conferida é outra coisa — e fica separada

Esta separação nasceu de um defeito real. Afirmação que depende de um documento que a revisão não recebeu não é erro: é ponto que ninguém pôde conferir. Misturada com o mérito, ela vira ruído e afoga o apontamento de verdade — foi assim que um parágrafo defeituoso passou por aprovado.

Barra informando duas afirmações sobre documentos que a revisão não pôde conferir, explicando que dependem de contrato, planilha ou peça dos autos que não vieram, e que não são erros apontados, com o botão de ver.
Colapsadas por padrão, contadas à vista — e com a frase que evita o mal-entendido.

E há um aviso que aparece quando ele precisa aparecer: análise feita por uma versão anterior do revisor vem marcada como desatualizada, porque conferências que hoje existem — inclusive de cálculo — não foram aplicadas àquele texto. Um parágrafo sem apontamento numa análise velha pode ter apontamento agora.

Serve também para o laudo do outro perito

Na postura de assistente técnico, a mesma ferramenta lê o laudo de terceiro e aponta o que é impugnável — com a advertência de que cada ponto tem de ser conferido contra os autos antes de virar peça.

O que a revisão não faz

  • Não aprova laudo. Ausência de apontamento não é atestado: o revisor não sabe o que não recebeu.
  • Não substitui a conferência dos autos. Ela lê o texto que você mandou; o que está fora dele é premissa não conferida, e é assim que aparece.
  • Não reescreve por você. Sugere redação onde cabe; aceitar, adaptar ou recusar é decisão de quem assina.
  • Não é conferência de cálculo completa. Ela apanha a conta que não fecha dentro do texto — a memória de cálculo continua sendo trabalho das bancadas.

Ver funcionando na sua carteira

As capturas desta página são do sistema em uso, numa conta de demonstração com dados fictícios.

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