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Política do Laudo

O rigor do seu laudo deixa de ser hábito e vira configuração do escritório

Todo perito tem regras: não afirmar sem folha, não copiar número sem conferir, revisar a conclusão antes de assinar. O problema é que elas moram na cabeça de quem redige — e o dia de entrega é justamente quando a cabeça está cheia. Aqui elas viram configuração do escritório, e quem as aplica é o servidor.

Aplicadas pelo servidor — não pedidas à IA

Esta é a diferença que decide se a regra vale. Não são instruções escritas num prompt para o modelo ler e interpretar: são regras executadas na hora de gerar e de exportar, do lado de fora da IA.

Valem para todo o escritório, e a alteração passa a valer da próxima geração em diante.

Bloco de ancoragem nos autos da Política do Laudo, com o interruptor de exigir citação dos autos ligado e o de anexar a lista de fontes consultadas, cada um com a explicação do que faz e o aviso sobre os trechos.
Cada regra traz a recomendação e a ressalva na mesma tela — inclusive o que ela deliberadamente não guarda.

Dado sem trecho nos autos fica em branco

Com exigir citação ligada, o campo que a IA não conseguiu ancorar num trecho literal dos autos sai vazio, em vez de preenchido por inferência.

Campo vazio é visível: você percebe e vai atrás. Campo preenchido por dedução parece pronto, e é exatamente o que a outra parte encontra primeiro.

A IA interpreta e escreve; a conta é da calculadora

Modelo de linguagem erra aritmética de vários passos com frequência — e erra com convicção, no meio de um parágrafo bem escrito. Por isso todo número é recalculado pelas calculadoras do sistema, as mesmas 25 bancadas que você usaria à mão.

A conferência tem tolerância escolhida por você: "exato" confere no centavo, porque valor extraído dos autos é transcrição e não estimativa; "arredondamento" tolera a diferença de arredondamento do próprio cálculo.

Bloco de assinatura e transparência da Política do Laudo, com o aviso de pendência ao exportar e o seletor de onde registrar o uso de IA no documento, ambos com o texto explicando o alcance de cada um.
O aviso de pendência diz, na própria tela, que é aviso e não bloqueio — e por que a exportação não trava.

Rótulo de IA: quem sabe é o servidor, não a tela

A Res. CNJ 615/2025 pede transparência e registro auditável do uso de IA. O rótulo entra na peça em apêndice ou no rodapé de cada página, à sua escolha — e nos dois formatos de saída, .docx e PDF.

⚠️ Ele só entra quando houve IA neste laudo, e quem sabe disso é a trilha de versões guardada no servidor — não o estado da tela. Preencher com IA na segunda e exportar na terça continua produzindo peça rotulada. Laudo escrito à mão não é rotulado.

📌 O rótulo não cita número de resolução: a norma é a razão da regra, dita aqui; na peça que vai aos autos entra só o fato.

O que a Política do Laudo não faz

  • O aviso de pendência é aviso, não bloqueio. O arquivo sai assim mesmo. Travar a exportação por uma divergência de centavo impediria a entrega no prazo, e prazo perdido é dano maior que nota de rodapé.
  • Os trechos citados não são guardados. A lista de fontes anexada traz as folhas citadas no texto — "fls." dos autos e "pág." do arquivo PDF, em linhas separadas, porque as duas numerações não são a mesma coisa. Os trechos em si são calculados, mostrados na tela e não retidos.
  • A marcação de "seção que exige revisão humana" ainda não trava a assinatura. Ela sinaliza a seção; o aceite formal antes de assinar é trabalho em aberto, e dizer o contrário seria vender o que não existe.
  • A conferência de pendência é de NÚMERO. Ela apanha valor sem lastro em cálculo salvo — não lê o mérito da sua conclusão.
  • Nada disso escreve o laudo. São regras sobre como a peça pode ser produzida, não um substituto para quem a assina.

Ver funcionando na sua carteira

As capturas desta página são do sistema em uso, numa conta de demonstração com dados fictícios.

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